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Volvo Cars fecha 2025 no vermelho com queda de vendas e receitas

Carro elétrico Volvo 2025 azul estacionado em ambiente interno moderno com painel de gráficos ao fundo.

Após um 2024 de recordes - tanto em vendas quanto em lucros -, a Volvo Cars fechou 2025 no vermelho. A montadora registrou queda nas entregas e na receita, além de prejuízo, evidenciando o quanto 2025 foi um ano duro do ponto de vista comercial, geopolítico e também interno.

O período foi especialmente exigente para a fabricante sueca e ficou marcado pela saída do então CEO, Jim Rowan, em abril. Em seu lugar, assumiu Håkan Samuelsson, que já havia comandado a empresa entre 2012 e 2022.

Para lidar com um cenário cada vez mais desafiador, a Volvo colocou em prática um plano global de reestruturação. A iniciativa incluiu a demissão de cerca de 3000 funcionários e teve como objetivo cortar custos em 18 mil milhões de coroas suecas (1,6 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual).

Esses elementos se refletiram diretamente nos números. A receita da Volvo Cars recuou 11%, para 357,3 mil milhões de coroas suecas (33,5 mil milhões de euros). Já o lucro líquido recorde de 15,9 mil milhões de coroas suecas (1,4 mil milhões de euros) em 2024 deu lugar a um prejuízo de 3000 milhões de coroas suecas (281,9 mil euros) em 2025 - uma variação negativa de 119%.

Os resultados mostram a pressão sobre preços e custos e reforçam a necessidade de ajustar a operação em um ambiente global adverso.

Vendas desaceleradas em todos os mercados

Em 2025, a Volvo entregou 710 mil automóveis, uma queda de 7% em relação a 2024. A Europa, principal mercado da marca, registrou retração de 10%, com 332,7 mil unidades vendidas.

China e EUA tiveram recuos mais moderados, de 4% (149,5 mil unidades) e 3% (121,6 mil unidades), respectivamente. Nos demais mercados, a baixa foi de 5%, com 106,2 mil unidades comercializadas.

Quase toda a linha da Volvo perdeu volume, com duas exceções: o EX90, cujas entregas avançaram 803%, para 16,3 mil unidades, e o XC40, que cresceu 2%, para 123 mil unidades. Entre os maiores tombos aparecem o EM90 (-47%), o EC40 (-42%) e o S60 (-40%). Ainda assim, o carro mais vendido foi o XC60, com 230,7 mil unidades comercializadas, mantendo as vendas estáveis, sem variações.

Venda de elétricos a cair

Ao mesmo tempo, a comercialização de veículos elétricos e eletrificados também recuou. No total, foram vendidos 323,3 mil veículos eletrificados, 8% abaixo de 2024, sendo que 151,8 mil eram totalmente elétricos (-13%).

Mesmo com a queda em unidades, a participação de eletrificados permaneceu em 46%, enquanto a fatia de elétricos puros caiu de 23% para 21%.

Expectativas para 2026

Para 2026, a Volvo Cars projeta voltar a crescer em volume e gerar mais fluxo de caixa, ainda que o ambiente externo siga desafiador. Segundo Håkan Samuelsson, CEO da Volvo, “as ações de 2025 colocaram-nos no caminho do crescimento” e a companhia continuará a “reduzir custos e aproximar-se dos clientes nas Américas e na China”.

A prioridade seguirá nos veículos eletrificados, com destaque para o novo XC70 na China e para o novo EX60 em quase todo o mundo, modelo que estreia a nova plataforma SPA3. As primeiras entregas devem começar no segundo semestre deste ano.

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