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Híbridos plug-in vendem mais que Diesel na Europa em 2025

Carro elétrico branco sendo carregado em estação de recarga dentro de showroom moderno e iluminado.

O avanço dos híbridos plug-in deixou de ser surpresa. Diversas montadoras vêm investindo nessa tecnologia para cortar emissões e, em 2025, a demanda acelerou de forma clara.

Mesmo ainda atrás dos elétricos e dos híbridos convencionais - que dispensam recarga na tomada -, o ritmo de crescimento dos híbridos plug-in em 2025 tem sido bem mais forte.

Crescimento dos híbridos plug-in em 2025

Até outubro, já foram registradas mais de um milhão de unidades emplacadas, uma alta de 32,9% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Para efeito de comparação, os elétricos somaram 2 022 173 unidades (+26,2%) e os híbridos convencionais chegaram a 3 828 278 unidades (+14,2%) (fonte: ACEA).

Participação de mercado e queda dos motores a combustão

Na direção oposta, as versões exclusivamente a combustão continuam perdendo espaço - sobretudo o Diesel. De janeiro a outubro, foram contabilizados 2 964 732 carros a gasolina (-18,9%) e 878 782 Diesel (-24,1%). O recuo do Diesel chama ainda mais atenção quando se lembra que, na década passada, esse tipo de motorização representou, por muitos anos, metade do mercado europeu.

Híbridos plug-in vendem mais que Diesel

Desde março, os híbridos plug-in passaram a vender mais do que os Diesel na Europa. Naquele mês, foram comercializados 119 388 híbridos plug-in (+19,5% na comparação anual) e 105 699 automóveis Diesel (-24,2%), o que corresponde a participações de 8,4% e 7,4%, respectivamente.

No acumulado do ano, foi em maio que, pela primeira vez, a fatia de mercado dos híbridos plug-in na Europa superou a dos Diesel: 8,5% contra 8,3%. Apesar de a diferença inicial ter sido pequena, ela vem crescendo mês após mês.

Até outubro, a participação dos híbridos plug-in continuou avançando e chegou a 9,4%, enquanto a dos Diesel seguiu em queda (leve) para 8%. Hoje, trata-se de uma das motorizações menos vendidas na Europa, à frente apenas do que a ACEA reúne em “outros”, categoria que inclui hidrogênio, GPL, etc.

Os híbridos convencionais (incluindo mild-hybrid) seguem como a opção mais procurada, com 34,7% de participação, à frente dos motores a gasolina (26,9%) e dos elétricos (18,7%).

Razões para o declínio do Diesel

Há vários motivos por trás da queda nas vendas de motores Diesel, movimento que ganhou força após o escândalo de emissões conhecido como Dieselgate, há 10 anos.

A demonização do Diesel depois do escândalo ajudou a provocar as primeiras perdas relevantes de participação. Em paralelo, a aposta na eletrificação - dos híbridos aos elétricos -, também impulsionada por metas de emissões mais rígidas da União Europeia e reforçada por incentivos e benefícios fiscais, acelerou esse processo.

Por fim, a oferta disponível hoje é bem menor do que no passado. Muitas montadoras simplesmente retiraram as motorizações Diesel de suas linhas, seja pelos custos cada vez maiores para cumprir as normas de emissões, seja pela chegada de alternativas eletrificadas, cada vez mais aceitas, para ocupar esse espaço.

Já não existem compactos urbanos a diesel e, com o fim da geração atual do Renault Clio, os motores Diesel também sumiram dos utilitários. Em segmentos acima, vários modelos já abriram mão do Diesel, substituindo-o por sistemas híbridos e híbridos plug-in.

Dito isso, a tendência é que a participação do Diesel siga caindo nos próximos anos entre os carros de passeio, tornando-se, cada vez mais, uma motorização marginal.


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