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Mercedes-Benz GLE e GLE Coupé 2026 ganham segundo facelift mais profundo

Carro SUV Mercedes-Benz GLE 2026 cinza escuro em showroom com piso branco e vidros grandes.

A terceira geração do Mercedes-Benz GLE estreou em 2019 e passou por um “lavar de cara” em 2023. Depois de sete anos, seria natural esperar uma geração totalmente inédita - mas não foi o caminho escolhido. A marca alemã decidiu aplicar nos GLE e GLE Coupé um segundo facelift, só que bem mais abrangente do que o de três anos atrás.

No visual do GLE 2026, a Mercedes-Benz apostou forte no tema das estrelas, alinhada com o que vem fazendo nos lançamentos mais recentes. Elas aparecem na nova assinatura luminosa, tanto na dianteira quanto na traseira, e também viram padrão decorativo da grade frontal, que agora está maior. Os para-choques foram redesenhados e surgem novas rodas de 20″.

Na parte de trás, em uma solução que lembra a “máscara” que domina a tampa do porta-malas do novo Mercedes-Benz GLC totalmente elétrico, os GLE reestilizados também passam a usar uma faixa preta conectando as duas lanternas. Elas são formadas por elementos tridimensionais em formato de estrela e trazem o logótipo da marca centralizado.

Senhor das telas

Ao entrar no GLE 2026, as mudanças são ainda mais relevantes: na prática, o interior é essencialmente novo.

O principal destaque é a adoção, de série, do MBUX Supercreen, com três telas instaladas sob uma única superfície de vidro que se estende por praticamente toda a largura do painel. O teto panorâmico também passa a ser item padrão em todas as versões.

Nesta segunda atualização, os volantes também foram retrabalhados: os comandos deixam de ser apenas hápticos e passam a incluir dois controles rotativos físicos.

Motorizações revisadas e mais potentes

Debaixo do capô dos GLE e GLE Coupé 2026, seguem disponíveis opções Diesel, a gasolina e híbridas plug-in. A diferença é que, agora, a linha fica restrita a motores de seis cilindros em linha ou V8 - os quatro cilindros saem de cena.

Entre os Diesel, tanto o GLE 350 d 4MATIC quanto o GLE 450 d 4MATIC usam o mesmo seis cilindros em linha de 3,0 litros. O que muda é a potência: 286 cv e 650 Nm de torque contra 367 cv e 750 Nm, respectivamente.

É nas versões a gasolina que aparecem as alterações mais importantes. Tanto o seis cilindros em linha de 3,0 litros quanto o V8 de 4,0 litros evoluíram de forma significativa em relação aos anteriores e, inclusive, ganharam o sufixo Evo nas suas designações: M 256 e M 177, respectivamente.

O seis cilindros equipa o GLE 450 4MATIC. A potência permanece em 381 cv, mas o torque cresce 12%, de 500 Nm para 560 Nm, graças a um novo cabeçote, maior admissão de ar e escapamento redesenhado.

No topo da gama está o GLE 580 4MATIC, “animado” pelo V8 que estreou no Classe S 2026. Ele se diferencia por adotar virabrequim plano - como nos motores da Ferrari. O conjunto entrega 537 cv e 750 Nm de torque, com aceleração de 0 aos 100 km/h em 4,5s, igualando o tempo do Mercedes-AMG GLE 53 Hybrid, apesar de este ser mais potente.

Para quem quer unir os dois mundos, há o híbrido plug-in GLE 450 e 4MATIC. Ele abandona o quatro cilindros de 2,0 litros e passa a usar exatamente o mesmo seis cilindros em linha do GLE 450.

Com isso, a potência combinada do sistema sobe. São mais 74 cv, passando dos 381 cv para os 455 cv. A bateria, por sua vez, mantém a mesma capacidade de 25,3 kWh (úteis) e promete autonomia elétrica de até 106 km no ciclo combinado WLTP.

Quando chega?

Os Mercedes-Benz GLE e GLE Coupé 2026 ainda não têm data confirmada de chegada ao mercado, mas tudo aponta para que isso aconteça ainda este ano. Em paralelo, os preços para o mercado de Portugal também seguem indefinidos.

Mesmo assim, a expectativa é que fiquem próximos aos dos modelos atuais, disponíveis a partir de 100 800 euros e 108 050 euros, respectivamente.

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