A Espanha deve colocar em marcha, ao longo do próximo ano, um pacote de investimento em torno de 1,3 bilhão de euros voltado ao seu mercado e à indústria de veículos elétricos. A meta, segundo o primeiro-ministro Pedro Sánchez, é fazer com que 95% dos veículos elétricos produzidos no país sejam fabricados localmente até 2035.
Marcas chinesas pressionam, e a Espanha reforça o setor automotivo
Com a expansão acelerada das montadoras chinesas, o governo espanhol pretende intensificar o suporte ao setor automotivo. A iniciativa não mira apenas a preservação de postos de trabalho, mas também o fortalecimento do papel da Espanha como o segundo maior fabricante de automóveis da Europa (fonte: Reuters).
Nos últimos meses, diferentes fabricantes chineses tornaram públicos projetos no país. Um dos anúncios veio da CATL, uma das maiores produtoras de baterias do mundo, que planeja investir 4,1 bilhões de euros em uma fábrica em território espanhol.
Apesar de esses aportes criarem empregos, especialistas chamam a atenção para um risco: sem um apoio doméstico consistente, a Espanha pode perder know-how (conhecimento) e participação de mercado.
Como será aplicado o investimento em veículos elétricos
Do montante total previsto, 400 milhões de euros irão para subsídios diretos, com o objetivo de estimular o consumidor a comprar veículos elétricos. Além disso, estão reservados 580 milhões de euros por meio de programas europeus de apoio ao investimento industrial. Já os 300 milhões de euros restantes serão destinados à instalação de pontos de recarga em regiões onde a infraestrutura ainda é insuficiente.
Com esse conjunto de medidas, o governo espanhol projeta que as vendas de modelos eletrificados cheguem a 100% até 2035, em linha com as metas de transição energética da União Europeia (UE).
Vendas de eletrificados na Espanha, segundo a ACEA
Conforme dados da ACEA, entre janeiro e outubro os veículos eletrificados já respondiam por 60,6% das vendas na Espanha: 41,7% de híbridos tradicionais, 8,5% de elétricos e 10,4% de híbridos plug-in. Não foi considerada a categoria “Outros”, que reúne veículos a GPL e modelos com pilha de combustível.
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