Após o Ford Explorer, a marca norte-americana segue avançando com a sua estratégia de eletrificação na Europa e prepara um segundo modelo com apelo forte. Para batizá-lo, a Ford decidiu resgatar mais um nome do seu passado: nasce o novo Ford Capri.
Para quem veio ao mundo no século passado, esse nome soa familiar por ser uma referência direta ao cupê lançado em 1968, que na época ficou conhecido como “Mustang europeu”.
Já para todo o resto, Capri também é o nome de uma ilha italiana perto de Nápoles. A partir de agora, porém, passa a identificar o novo SUV de perfil mais esportivo da Ford, com estilo de cupê e movido exclusivamente a eletricidade.
Em um clima de muito sigilo e em uma exclusividade nacional, fomos até Düsseldorf, na Alemanha, para ver de perto o novo Ford Capri antes mesmo da apresentação oficial.
Apesar de carregar o mesmo nome do clássico cupê da marca, os dois carros não têm, na prática, ligação direta - e isso também não era a intenção da Ford.
Ainda assim, com um toque de nostalgia e alguma liberdade criativa, o novo Ford Capri traz certos elementos inspirados no antecessor. É o caso, por exemplo, dos vincos no capô e do formato dog bone na frente.
Além disso, os quatro conjuntos ópticos na parte dianteira e o desenho da moldura das janelas traseiras remetem diretamente ao Ford Capri original.
Na traseira, por outro lado, as semelhanças quase desaparecem. Mesmo assim, a assinatura luminosa tenta evocar os quatro faróis redondos, agora ligados por um painel horizontal preto.
Duas motorizações e dois níveis de equipamento
Em termos de motorização, quando chegar às lojas o Ford Capri será vendido em duas configurações: uma com tração traseira de 210 kW (286 cv) e outra com tração integral de 250 kW (340 cv).
A opção de entrada usa um motor elétrico no eixo traseiro, alimentado por uma bateria com 77 kWh de capacidade utilizável. De acordo com a marca, isso garante autonomia máxima (WLTP) de 627 km.
Já a versão com tração integral adota dois motores elétricos. Nessa configuração, a bateria recebe um pequeno aumento e passa a 79 kWh (utilizáveis). Na prática, a Ford declara autonomia máxima de 592 km.
Em ambas, a velocidade máxima é limitada eletronicamente a 180 km/h, enquanto o 0 a 100 km/h varia entre 6,4s na versão base e 5,3s na alternativa mais potente.
Além das duas motorizações, o novo Ford Capri também terá dois níveis de acabamento: versão base e Premium. Na primeira, há rodas de 19” e uma tela central vertical sensível ao toque de 14,6” que oculta um «cofre» porta-objetos atrás do próprio painel. O banco do motorista é aquecido e oferece massagem, e ainda há carregamento por indução para o smartphone.
Somando a isso, o pacote Premium inclui rodas de 20”, iluminação ambiente e sistema de som Bang & Olufsen. Os faróis dianteiros trazem o Dynamic Matrix LED, e a tampa do porta-malas tem abertura e fechamento com acionamento elétrico.
Plataforma alemã
A base do modelo é a mesma do Ford Explorer e também de vários veículos do Grupo Volkswagen que utilizam a plataforma MEB. Por isso, dá para reconhecer diversos componentes, especialmente no interior.
Um exemplo é o seletor de marchas, montado no lado direito da coluna de direção. Também aparecem os mesmos comandos dos vidros, com a solução (pouco prática) de apenas dois botões e um comando para alternar entre os vidros dianteiros e os traseiros.
Um dos pontos fortes do Ford Capri, porém, está no espaço oferecido na cabine. Embora a linha do teto seja mais caída, essa inclinação só começa de fato depois da área dos bancos traseiros.
Combinado ao entre-eixos de 2767 mm, tanto quem vai na frente quanto atrás encontra bons níveis de espaço, com folga para pernas e altura. Complementando o conjunto, o porta-malas é amplo, com capacidade de 572 litros.
Quando chega?
A Ford ainda não divulgou oficialmente quando o Ford Capri começa a ser vendido, mas a expectativa é que isso aconteça no começo do próximo ano. Quanto à produção, quase tudo está pronto para iniciar na fábrica de Colônia (Alemanha), na mesma linha de montagem do Ford Explorer.
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