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Mazda adia elétrico próprio para 2029 e aposta mais em híbridos

Carro esportivo elétrico vermelho da Mazda em exposição com parede cinza e árvore decorativa ao fundo.

A eletrificação deixou de ser uma possibilidade distante para se tornar algo inevitável. Mesmo com cada montadora escolhendo a própria rota, o movimento é comum: motores híbridos, híbridos plug-in e elétricos ocupam um espaço cada vez maior nas linhas de produtos.

A Mazda, no entanto, vem adotando uma abordagem mais prudente do que boa parte dos concorrentes. Embora já venda modelos híbridos e 100% elétricos, o MX-30 foi, até aqui, o único elétrico totalmente concebido “em casa” pela marca.

Já os demais projetos nasceram de alianças com outras empresas. É exatamente o caso dos recém-apresentados Mazda 6e e CX-6e, dois elétricos desenvolvidos em colaboração com a chinesa Changan.

Mazda adia o próximo elétrico próprio para 2029

No planejamento da Mazda, o segundo elétrico criado do zero estava para chegar em breve - mas esse cronograma mudou. A fabricante japonesa revisou a estratégia e postergou esse lançamento em dois anos, para 2029.

Ao mesmo tempo, a marca de Hiroshima comunicou uma reformulação profunda do plano de eletrificação. Com isso, o investimento previsto para a área até o fim da década foi reduzido quase pela metade, por motivos fáceis de entender.

Menos elétricos e mais híbridos. Por quê?

A decisão aparece justamente quando várias montadoras começam a reavaliar metas traçadas há poucos anos para os elétricos. Em certos mercados, a demanda ficou aquém do esperado; além disso, houve corte de incentivos e mudanças nas políticas ambientais - sobretudo nos Estados Unidos -, o que está levando muitas marcas a desacelerar a transição.

No caso da Mazda, o caminho passa por aumentar o foco nos híbridos. A empresa confirmou que colocará no mercado três novos modelos híbridos entre 2028 e 2030. A esse grupo se soma uma versão híbrida do CX-5, o carro mais vendido da montadora no mundo.

Skyactiv-Z, CX-5 híbrido e a diferença para o CX-50 Hybrid

Tanto os próximos modelos quanto o novo CX-5 full-hybrid vão usar o motor Skyactiv-Z, um quatro-cilindros desenvolvido pela própria Mazda e integrado a um sistema híbrido. Trata-se de uma solução diferente da aplicada no CX-50 Hybrid, vendido nos EUA, que recorre à tecnologia da Toyota.

Paralelamente, a marca japonesa também cortou de forma relevante as metas que havia definido inicialmente. Se antes o objetivo era que os elétricos respondessem por 25% a 40% das vendas globais até 2030, agora a Mazda reduziu a ambição para apenas 15%.

China ganha ainda mais importância

Apesar da revisão de rota, não se engane quem imagina que os elétricos vão desaparecer do portfólio. Pelo contrário: até o próximo elétrico próprio ficar pronto, a Mazda deve continuar se apoiando na joint-venture com a Changan para acelerar sua ofensiva elétrica.

Dessa parceria já saíram o Mazda 6e e o SUV CX-6e, que pudemos ver de perto e cujos pedidos para o mercado português já podem ser feitos, com preços a partir de 44 985 euros. Conheçam-no em detalhe:

Essa mudança de direção reforça uma posição que a própria Mazda sempre deixou clara: diferentemente de muitos rivais, a empresa não pretende liderar a corrida dos elétricos e prefere acompanhar a evolução do mercado antes de avançar com mais agressividade.

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