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ANSR divulga números da sinistralidade rodoviária em 2021

Mulher de negócios analisando mapas e gráficos ao ar livre próximo a uma avenida movimentada.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) divulgou agora os dados de sinistralidade rodoviária referentes a 2021.

Ao longo de 2021, foram registrados 28 868 acidentes com vítimas. Desse total, resultaram 389 vítimas mortais, 2093 feridos graves e 33 812 feridos leves.

Na comparação com 2020, houve alta de 9% no número de acidentes com vítimas - isto é, mais 2367 ocorrências. Ainda assim, contabilizou-se menos uma vítima mortal (-0,3%). Já o total de feridos graves aumentou 14% (mais 264 pessoas) e o de feridos leves cresceu 10% (mais 3106 pessoas).

Mesmo com esses aumentos, é importante lembrar que 2020 foi um ano atípico, fortemente marcado por restrições de mobilidade e, consequentemente, por menor circulação nas estradas. Em 2021, essa circulação subiu 5%, assim como o consumo de combustível rodoviário.

Qual a natureza dos acidentes?

Em relação ao tipo de ocorrência em 2021, os despistes foram os que mais contribuíram para o número de vítimas mortais: 185, o que representa 48% do total. As colisões responderam por 40% (157) das mortes nas estradas, enquanto os atropelamentos corresponderam a 12% (47) - neste último caso, uma queda de 20% em relação a 2020.

Quando o recorte é feito pelos feridos graves, as colisões lideraram: 920, ou 44% do total. Em seguida aparecem os despistes, com 852 feridos graves (41% do total), e os atropelamentos, com 321 (15% do total).

Vítimas por tipo de via

Em 2021, a maior parte dos acidentes com vítimas mortais ocorreu em arruamentos, estradas municipais, estradas nacionais e regionais.

Em arruamentos e estradas municipais, e na comparação com 2020, o número de vítimas mortais aumentou 6%, o de feridos graves avançou 18,1% e o de feridos leves subiu 11,3%. Já nas estradas nacionais e regionais, as mortes cresceram 2,4%, os feridos graves 9,1% e os feridos leves 7,1%.

No caso das autoestradas, elas foram responsáveis por menos 32,7% de vítimas mortais em relação a 2020. Porém, houve mais feridos graves (mais 36%) e mais feridos leves (mais 10,7%).

Nos itinerários principais e complementares (IP e IC), e em relação ao ano anterior, foram registradas mais 8,3% de vítimas mortais e mais 10,2% de feridos leves. Por outro lado, o total de feridos com gravidade caiu 7,4%.

E por distrito…

Observando os distritos, as maiores quedas no número de vítimas mortais ocorreram em Portalegre (menos oito mortes, menos 67%), Guarda (menos seis mortes, o que corresponde a menos 46%) e Castelo Branco (menos quatro vítimas mortais, menos 36%).

Em sentido oposto, os maiores aumentos de vítimas mortais foram verificados em Bragança (mais nove mortes, o que equivale a mais 180%), Braga (mais 13 mortes, o que significa mais 54%) e Vila Real (mais três mortes, mais 50%).

Considerando os valores absolutos, os distritos com mais vítimas mortais foram Lisboa (58), Porto (38), Braga (37) e Setúbal (37). Já Portalegre foi o que registrou menos, com apenas quatro.

Meses de verão com mais vítimas

Como era esperado, julho, agosto e setembro concentraram o maior número de vítimas mortais (144, 37% do total). Já o pico de feridos graves foi observado em agosto, setembro e outubro (670, 32% do total).

Entre os feridos graves, as maiores variações em relação a 2020 ocorreram em abril, quando se registrou aumento de 143,5%. A queda mais acentuada aconteceu em janeiro, com menos 29,5% de feridos com gravidade.

Por outro lado, agosto teve mais 40% de vítimas mortais do que em 2020. A maior variação homóloga em relação a 2020 ocorreu em fevereiro, mês em que foram registradas menos 56,5% mortes nas estradas.

Por categoria de veículo e peões…

Sem surpresa, os automóveis ligeiros foram a categoria com mais vítimas em 2021 (resultados apurados entre janeiro e outubro), respondendo por 16 212 vítimas - um aumento de 8,7% em relação ao período homólogo do ano anterior.

Na sequência aparecem os ciclomotores e motociclos, com 7347 vítimas (mais 6,6% do que em 2020), seguidos dos peões (2922 vítimas, menos 1,5%), velocípedes (2289 vítimas, mais 19,6%), automóveis pesados (452, mais 39,9%) e veículos agrícolas (121, menos 9%).

Fonte: ANSR

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