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Fiat 500L: o 500 adulto para a cidade

Carro branco com teto preto modelo hatchback Fiat 500L rodando em estrada asfaltada com vegetação ao fundo.

Proposta do Fiat 500L

Então, afinal, do que se trata?

A ideia é funcionar como o “irmão mais adulto” do lendário Fiat 500: um carro pensado para levar mães jovens e descoladas pela cidade, com a criançada a tiracolo. A Fiat prefere que você o encare como um monovolume que combina o visual duradouro daquele ícone italiano minúsculo com espaço de verdade e utilidade no dia a dia.

Espera aí: a Fiat já não tem algo nessa linha chamado “Panda”?

Também lembrámos do Panda quando o vimos pela primeira vez. Só que, depois de o ver mesmo - de perto, no mundo real, tocando e tudo - fica claro que ele é bem maior. O 500L tem 4147 mm de comprimento, 1784 mm de largura e 1665 mm de altura, enquanto o Panda mede 3538 mm/1578 mm/1540 mm. Ou seja: cresce bastante.

Espaço e praticidade a bordo do Fiat 500L

Tá, números, números… mas ele é grande de verdade?

Não por acaso, num dos slides de apresentação da Fiat, apareceram jogadores profissionais de basquetebol quando o assunto foi espaço para a cabeça. Há espaço de sobra: pessoas com cerca de 1,83 m conseguem ir atrás e, em teoria, até usar uma cartola que o falecido e célebre Abraham Lincoln chamaria de “alta”. O teto ajuda a dar sensação de amplitude - ainda que possa ser um tanto castigante sob o sol italiano -, existem literalmente incontáveis nichos porta-objetos espalhados pela cabine, e o porta-malas é honesto.

Dinâmica, direção e equipamentos

Com essa altura toda, a dirigibilidade não fica “interessante”?

Achámos que você perguntaria isso. Sim: ele é bem alto, e coisas altas assim raramente gostam de ser conduzidas com pressa. Infelizmente, o 500L não foge à regra. Ele usa uma versão modificada da plataforma do Fiat Punto - não a do 500 -, só que um pouco mais comprida e mais larga. A Fiat trabalhou muito para segurar a inclinação da carroçaria, mas é uma missão ingrata. Não chega a ficar “boiando”, porém a reação parece um pouco… lenta. Mudanças de direção mais agressivas provocam um balanço perceptível.

Eita.

Mas não é só notícia ruim. A direção - embora um pouco imprecisa - combina bem com a rotina de cidade e de rodovia, e foi afinada para ter uma pequena folga exatamente no ponto central, evitando que você precise corrigir o tempo todo. Só isso já diz muito. De qualquer forma, ninguém vai procurar tempos de volta no “’Ring” num carro desses. Ele também oferece cerca de 333 opções de personalização, e o sistema de som foi desenvolvido com o lendário Dr Dre e o seu novo conjunto “Beats”. Além disso, o interior, apesar de lembrar mais o Panda do que o 500, é um lugar bem agradável para estar, com direito a uma excelente telinha sensível ao toque de 5 polegadas (12,7 cm).

Parece que a Fiat colocou tudo nele - menos uma máquina de café, né?

Então… tem uma dessas também. Sério. Uma máquina de café. Bem italiano. A Lavazza criou uma cafeteira portátil de espresso que encaixa numa base no compartimento dos passageiros. Isso é simplesmente fantástico.

Por que “500”, rivais e preço

Então por que chamar de 500?

Porque a Fiat tem uma longa tradição de “aumentar” os seus carros urbanos - uma história que vai lá atrás, até o 600 Multipla de 1955. O 500L é um MPV compacto, espaçoso, esquisitinho e relativamente barato que, na nossa humilde opinião, consegue transportar parte do charme sorridente do 500 para uma embalagem maior. Some a isso o carismático motorzinho TwinAir e o conjunto fica bem interessante. Só não vamos falar do outro Multipla.

Estou sentindo um “mas” chegando…

Sim: o Ford B-Max. Ele está para chegar em breve, e suspeitamos que pode ser um concorrente mais forte. Ainda assim, por volta de £15 mil quando desembarcar por aqui no próximo março, o 500L certamente merece entrar na lista.

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